Abaixo o meu texto com a comparativa entre as duas narrativas:
Diferenças e semelhanças
encontradas em: “A Epopéia de Gilgamesh:
A história do dilúvio” e a famosa narrativa da “A Arca de Noé”.
Semelhanças:
Já no começo da história, ambas nos retrata sobre um Deus( Arca de Noé)
, ou deuses (A Epopéia de Gilgamesh),
sobre a fúria desses seres divinos perante a raça humana. A bíblia nos diz o
seguinte: “ A terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de Violência. Viu
Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque todo ser vivente havia
corrompido o seu caminho na terra. Então, disse Deus a Noé: Resolvi dar cabo de
toda carne, porque a terra está cheia da violência dos homens; eis que o farei parecer juntamente
com a terra.”( Gênesis c: 5-6; v:
11 ao 13).
Na Epopéia de Gilgamesh nos relata assim: “ Naqueles dias a terra fervilhava, os homens
multiplicavam-se e o mundo bramia como
um touro selvagem. Este tumulto despertou o grande deus. Enlil ouviu o
alvoroço e disse aos deuses reunidos em conselho: ‘ O alvoroço dos humanos é
intolerável, e o sono já não é mais possível por causa da balbúrdia¹’. Os
deuses então concordaram em exterminar a raça humana.”( ANÔNIMO, A Epopéia de
Gilgamesh. São Paulo: Martins Fontes, 2001, páginas 149 á 155)
Assim
tanto uma como a outra tivemos um personagem que saberia sobre o acontecimento
que iria aniquilar os homens, na história bíblica o personagem era Noé, já no poema era
Utnapishtin. Os dois são ordenados a construir um barco onde coubesse a sua família
e um casal de cada animal da terra. E depois então de 7 dias acontece o eventos
prometidos . Assim toda a humanidade avia perecido a fúria divina. E depois que
cessaram as chuvas os personagens de ambas histórias soltaram uma ave em busca
de terra seca, e quando a encontraram fizeram um ritual de agradecimento. E o
Deus de Noé assim como os deuses de Utnapishtin prometem não mais castigar a
humanidade com tamanha ferocidade.
Diferenças:
Como vimos no texto acima temos muitas semelhanças entre estas duas
histórias , mas quais as suas diferenças? E qual a mensagem final que cada uma
quer nos passar? Pois bem, vamos analisar e ver em que aspectos ela são
totalmente diferente uma da outra. Começo com a descrição que na Arca de Noé
temos uma cultura do monoteísmo, ou seja, apenas um Deus, um único ser divino
que é soberano na terra, mas na Epopéia de Gilgamesh temos o politeísmo, onde
aparece vários deuses como: Anu, Enlil,
Ninurta, Ennugi, Ea e outros. Uma outra
diferença é na forma em que foi transmitida, para Noé Deus lhe contou, mas para
Utnapishtin foi em um sonho onde a deusa Ea, Le falou em segredo sobre os
planos dos demais deuses para com a humanidade.
Adiante no texto da Epopéia,
Utnapishtin leva dentro de sua embarcação além de sua família e os animais,
leva também os carpinteiros e artesões de sua cidade, e Noé não, ele apenas
leva sua esposa, seus filhos e as esposas de seus filhos. Pulando mais a frente
das duas histórias quando acontece o aumento das águas, somente depois
Utnapishtin encalha em uma montanha, diferente de Noé que espera com que as
águas baixem sem encalhar em nada, que vem uma situação tanto curiosa. Como
todos sabemos Noé lança aos céus um corvo, para ver se ele encontra terra
firme, só que sem sucesso retorna, e dias depois lança uma pomba que volta com
um folha de oliveira em seu bico, já na Epopéia de Gilgamesh acontece
justamente ao contrário, primeiro se é lançado duas pombas que sem sucesso
retorna e depois um corvo que encontra a terra firme.
Conclusão
Concluo que as duas histórias sobre o dilúvio é bastante interessante,
tanto uma como a outra nos fala sobre as coisas ruins que a humanidade fazia, e
sobre um castigo imposto por um ser superior, e que apenas um certo grupo de
pessoas escapa dessa tragédia que ocorreu na terra. É impossível dizer qual das
duas serviu de inspiração para a outra, pois com tantas semelhanças entre elas
é impossível não se questionar, mas isso é uma coisa que caberá ao futuro nos
revelar.
1 BALBÚRDIA
s.f. Desordem ou tumulto que reina em meio a uma
multidão; vozearia, algazarra, confusão;
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